Tráfego Pago & Mídia

IVT (Invalid Traffic)

Por Gustavo Bonato Abrão e Francis Trauer · Atualizado em 15 de julho de 2026

Definição

IVT é a sigla de Invalid Traffic, também chamado de tráfego inválido, e nomeia toda impressão ou clique que não representa uma pessoa real com interesse genuíno, incluindo bots, cliques acidentais e fraude, usado para medir e descontar o desperdício de verba em campanhas de mídia.

ClassificaçãoConceito
CategoriaTráfego Pago & Mídia
Também conhecido comoInvalid Traffic · Tráfego Inválido
NívelAvançado

O que é IVT (Invalid Traffic)?

IVT é todo tráfego de anúncio que não vem de uma pessoa real interessada. A sigla vem de Invalid Traffic e aparece em português como tráfego inválido.

O mercado divide o IVT em duas categorias. GIVT, ou tráfego inválido geral, reúne o que dá para identificar com listas e regras conhecidas: robôs de busca declarados, data centers, ferramentas de monitoramento, cliques duplicados. SIVT, ou tráfego inválido sofisticado, exige análise comportamental: bots que imitam movimento de mouse, dispositivos com identidade falsificada, farms de cliques, sequestro de sessão.

A distinção importa por um motivo prático. As plataformas filtram GIVT automaticamente e creditam essas impressões antes de cobrar. O SIVT passa por muitos filtros e chega ao seu relatório como entrega válida, com custo já debitado.

Como funciona na prática?

O IVT chega até você por três caminhos. Redes de baixa qualidade que compram tráfego para revender. Sites feitos apenas para exibir anúncio, que atraem automação. E aplicativos com fraude de instalação, onde o incentivo financeiro puxa robôs.

A detecção acontece em camadas. A plataforma aplica filtros próprios e desconta parte do volume. Verificadores de terceiros medem impressões com sensores próprios e reportam a taxa de IVT por fonte. Do seu lado, o sinal aparece em padrões estranhos: picos de clique em horários improváveis, sessões de 1 segundo, taxa de conversão zero em domínios com volume alto.

A ação prática é simples. Compare a taxa de IVT por fonte, exclua os posicionamentos que repetem o padrão e trate o inventário mais barato com desconfiança, porque preço muito abaixo do mercado costuma indicar volume artificial.

Exemplos de uso

Uma marca investe R$ 50 mil em display e o verificador aponta taxa de IVT de 4% no inventário premium e taxa muito superior em uma fonte barata. A equipe corta a fonte e mantém o orçamento nos domínios auditados. Exemplo hipotético.

Um app de finanças recebe 8 mil instalações em uma semana, com 200 aberturas no dia seguinte. O padrão de retenção quase nula indica fraude de instalação, e a rede é removida do plano.

Erros comuns

  • Assumir que a filtragem automática da plataforma resolve todo o problema, quando ela cobre principalmente o GIVT.
  • Escolher fontes pelo CPM mais baixo, o que aumenta a exposição a tráfego artificial.
  • Medir só impressões e cliques, sem olhar retenção, tempo de sessão e conversão.
  • Nunca contratar verificação de terceiros em campanhas de volume alto.

Perguntas frequentes sobre IVT

Qual a diferença entre GIVT e SIVT?

GIVT reúne o tráfego inválido identificável por listas e regras públicas, como robôs declarados e data centers, e as plataformas filtram esse volume automaticamente. SIVT exige análise comportamental para detectar bots que imitam humanos e dispositivos falsificados, e passa por muitos filtros padrão.

O Google Ads cobra por tráfego inválido?

O Google Ads filtra cliques inválidos identificados e credita o valor na conta, o que aparece no relatório como cliques inválidos. O sistema não captura tudo, principalmente nas formas sofisticadas, então parte do IVT ainda consome verba em campanhas de rede de display.

Como reduzir o tráfego inválido nas minhas campanhas?

Trabalhe listas de bloqueio de domínios e apps, evite fontes com preço muito abaixo do mercado, contrate verificação de terceiros em campanhas de volume alto e acompanhe métricas de qualidade pós-clique, como tempo de sessão e retenção, por fonte de tráfego.

Termos relacionados

Mídia Paga

Mídia paga é todo espaço de divulgação que uma marca compra para exibir suas mensagens, como anúncios em buscadores, redes sociais, vídeo e display, usado para ampliar alcance e acelerar resultados. Também chamada de paid media, ela se diferencia da mídia própria (canais da marca) e da mídia espontânea (menções de terceiros).

Rede de Display

Rede de Display é o canal do Google Ads que exibe anúncios visuais, como banners e imagens, em milhões de sites, aplicativos e vídeos parceiros do Google, usado para gerar reconhecimento de marca e reimpactar visitantes enquanto eles navegam pela internet.

Tráfego Pago

Tráfego pago é a estratégia de atrair visitantes para um site, loja ou página por meio de anúncios comprados em plataformas como Google Ads e Meta Ads, usada para gerar resultados rápidos, escaláveis e mensuráveis. Também chamado de paid traffic, ele complementa o tráfego orgânico, que vem de resultados sem custo por clique.

Gestão de Tráfego

Gestão de tráfego é o serviço de planejar, criar, acompanhar e otimizar campanhas de anúncios pagos em plataformas como Google Ads e Meta Ads, usado para transformar investimento em mídia em resultados como vendas e leads. Também chamada de gestão de tráfego pago, é a atividade central do gestor de tráfego.

Google Ads

Google Ads é a plataforma de anúncios do Google que permite exibir anúncios na pesquisa, em sites parceiros, no YouTube e em aplicativos, usada para atrair clientes no momento em que eles buscam produtos ou serviços, com cobrança baseada em leilão.

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