Planejamento & Estratégia

Boneco (de peça publicitária)

Por Gustavo Bonato Abrão e Francis Trauer · Atualizado em 15 de julho de 2026

Definição

Boneco é a versão de teste de uma peça publicitária feita antes da produção final, também chamado de dummy, usado para mostrar formato, volume e sequência de leitura ao cliente e à equipe antes que alguém gaste dinheiro com produção.

ClassificaçãoFormato de conteúdo
CategoriaPlanejamento & Estratégia
Também conhecido comoDummy
NívelAvançado

O que é Boneco?

O boneco é uma versão de teste de uma peça publicitária, produzida antes da execução final para mostrar como ela vai funcionar. Também chamado de dummy, o termo vem da produção gráfica e descreve desde uma maquete de papel de uma embalagem até um vídeo montado com imagens estáticas e locução provisória.

O boneco existe para responder perguntas que o layout na tela não responde. Um catálogo de 60 páginas parece leve no monitor e vira um tijolo na mão. Uma embalagem parece bonita em três dimensões renderizadas e não fecha direito no papel real. Um filme de 30 segundos parece caber no roteiro e estoura em 42 quando alguém lê em voz alta.

A palavra também aparece em outro sentido no Brasil. Em algumas agências, boneco descreve o rascunho rápido de uma peça, o esboço que a dupla mostra ao diretor de criação antes de investir tempo em acabamento. O contexto separa os dois usos.

O boneco reduz risco. Ele custa uma fração da produção final e revela problemas enquanto ainda dá para mudar sem estourar o cronograma.

Como funciona na prática?

O tipo de boneco muda conforme a peça.

Em material gráfico, a equipe imprime as páginas no tamanho real, no papel escolhido, e monta o objeto. Isso mostra peso, dobra, encadernação e legibilidade que a tela esconde.

Em embalagem, o boneco é uma maquete física recortada e colada, usada para checar montagem, área útil de rótulo e comportamento em prateleira.

Em audiovisual, o boneco é um animatic: imagens estáticas ou desenhos montados na linha do tempo com trilha e locução provisórias, para validar ritmo, tempo e ordem das cenas.

Em digital, o boneco costuma ser uma versão navegável sem conteúdo final, feita para testar fluxo antes da produção.

O boneco entra no fluxo entre a aprovação do conceito e a produção, e vira um entregável previsto no job.

Exemplos de uso

Uma rede de material de construção vai imprimir um encarte de 5 mil exemplares por R$ 22 mil. A agência monta um boneco impresso e descobre que a tabela de preços fica ilegível no papel escolhido, um problema corrigido antes da tiragem.

Uma marca de alimentos aprova o roteiro de um filme com produção orçada em R$ 350 mil. O animatic mostra que a cena de abertura consome nove segundos dos 30 disponíveis, e a equipe reescreve antes de contratar a produtora.

Erros comuns

  • Pular o boneco para “ganhar tempo” e descobrir o problema depois da produção contratada.
  • Fazer o boneco em tamanho ou papel diferentes do final, o que anula o teste.
  • Apresentar o boneco sem explicar que ele é provisório, gerando comentários sobre acabamento em vez de estrutura.
  • Usar o boneco para aprovar conteúdo, e não formato e ritmo.

Perguntas frequentes sobre boneco

Qual a diferença entre boneco e layout?

O layout mostra a aparência da peça em tela e serve para aprovar a ideia visual. O boneco reproduz a peça no formato, material ou duração reais e serve para testar como ela se comporta fora da tela: volume, dobra, ritmo, tempo de leitura.

Boneco e dummy são a mesma coisa?

Sim. Dummy é o termo em inglês usado na produção gráfica e chegou ao Brasil junto com o processo. As duas palavras descrevem a versão de teste da peça, e a escolha entre elas costuma variar de agência para agência.

Quem paga pelo boneco?

Depende do contrato. Em muitos casos, o custo de material entra no orçamento de produção da campanha, e a mão de obra fica dentro do fee da agência. Bonecos físicos elaborados, como maquetes de embalagem, costumam ser orçados à parte.

Termos relacionados

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