O que é trigger?
Trigger, em português gatilho ou gatilho de automação, é o evento que dispara uma ação automática em uma plataforma de automação de marketing. Quando o contato preenche um formulário, abandona um carrinho ou atinge uma pontuação, o trigger reconhece o evento e coloca o workflow correspondente em movimento.
O trigger é o “quando” de toda automação. As ações definem o que acontece, as condições definem para quem, e o gatilho define o momento. Essa precisão de tempo dá à automação a vantagem que o disparo em massa não tem: a mensagem chega na hora em que o comportamento acontece, com o interesse do contato no ponto mais alto.
Vale separar o conceito do gatilho mental da persuasão, como escassez e prova social. O trigger de automação é um evento técnico registrado pelo sistema, sem relação com técnicas de convencimento.
Como funciona na prática?
Os triggers se agrupam em quatro famílias principais:
- Gatilhos de comportamento. Clique em link, visita a uma página, abertura de e-mail, vídeo assistido. Refletem ação direta do contato.
- Gatilhos de dados. Mudança em um campo do cadastro, nova tag, pontuação atingida no lead scoring automatizado.
- Gatilhos de transação. Compra realizada, carrinho abandonado, boleto vencido, assinatura cancelada. São a base do e-mail de carrinho abandonado e de fluxos de pós-venda.
- Gatilhos de tempo. Data de aniversário, dias desde a última compra, vencimento de contrato.
Na configuração, cada trigger pede dois cuidados: a condição de entrada, que evita disparos para o público errado, e a regra de frequência, que impede que a mesma pessoa acione o fluxo repetidas vezes em sequência.
Exemplos de uso
- Um e-commerce define o trigger “carrinho abandonado há 1 hora” para iniciar a sequência de recuperação de um pedido de R$ 350 (exemplo hipotético).
- Uma empresa B2B usa o trigger “visitou a página de preços” para notificar o vendedor responsável em tempo real.
- Uma escola de inglês configura o trigger “30 dias sem acessar a plataforma” para disparar um fluxo de reengajamento.
Erros comuns
- Criar gatilhos amplos demais, como “abriu qualquer e-mail”, que disparam fluxos sem contexto.
- Deixar o gatilho sem regra de frequência e bombardear quem o aciona várias vezes.
- Configurar triggers sobrepostos que colocam o contato em dois fluxos concorrentes.
- Basear gatilhos em dados que a empresa coleta de forma inconsistente.
- Ativar o fluxo sem testar o gatilho com um contato real antes.
Perguntas frequentes sobre trigger
Qual a diferença entre trigger e gatilho mental?
O trigger de automação é um evento técnico: uma ação do contato que o sistema detecta e usa para disparar um fluxo. O gatilho mental é um princípio de persuasão aplicado ao texto, como escassez e urgência. Os dois termos convivem no marketing e descrevem coisas distintas.
Quais são os triggers mais usados em e-mail marketing?
Os mais comuns são: novo cadastro em lista ou formulário, carrinho abandonado, compra realizada, clique em link específico, data de aniversário e inatividade por período definido. Esses seis gatilhos cobrem boas-vindas, recuperação de vendas, pós-venda e reengajamento, o núcleo de qualquer operação de automação.
Um fluxo pode ter mais de um trigger?
Pode. Muitas plataformas permitem múltiplos gatilhos de entrada para o mesmo workflow, como “preencheu o formulário A” ou “recebeu a tag X”. O cuidado é garantir que todos os caminhos de entrada façam sentido para as mensagens do fluxo, senão parte dos contatos recebe comunicação fora de contexto.