O que é SPF?
SPF, sigla de Sender Policy Framework (em português, algo como “estrutura de política de remetente”), é um protocolo de autenticação de e-mail. O SPF publica no DNS do seu domínio uma lista dos servidores autorizados a enviar mensagens em nome dele.
Quando um provedor como Gmail ou Outlook recebe um e-mail que diz vir de suaempresa.com.br, ele consulta esse registro e verifica se o servidor que entregou a mensagem está na lista. Se estiver, o e-mail passa na verificação. Se estiver fora, o provedor pode marcar a mensagem como suspeita ou rejeitá-la.
O SPF existe para combater o spoofing, a falsificação de remetente usada em golpes de phishing. Para quem faz e-mail marketing, o protocolo é requisito básico: os grandes provedores exigem autenticação de quem envia em volume, e a ausência de SPF prejudica a entregabilidade e a reputação de domínio.
Como funciona na prática?
O SPF é um registro de texto (tipo TXT) publicado no DNS do domínio. Um registro típico se parece com isto:
v=spf1 include:_spf.google.com include:sendgrid.net ~all
A leitura é direta: a versão do protocolo é a 1, os servidores dos serviços listados estão autorizados, e o qualificador ~all manda tratar com desconfiança (soft fail) qualquer outro servidor. Para configurar:
- Liste todos os serviços que enviam e-mail pelo seu domínio: servidor corporativo, plataforma de e-mail marketing, CRM, sistema de cobrança.
- Obtenha o trecho
include:que cada serviço documenta. - Publique um único registro TXT no DNS reunindo todos os includes.
- Valide com um verificador de SPF antes de dar a tarefa por concluída.
Um limite técnico importante: o SPF permite no máximo 10 consultas de DNS por verificação. Registros inchados com muitos includes estouram esse limite e passam a falhar.
SPF vs DKIM: qual a diferença?
| Aspecto | SPF | DKIM |
|---|---|---|
| O que valida | O servidor que enviou a mensagem | A integridade e a origem do conteúdo |
| Mecanismo | Lista de IPs autorizados no DNS | Assinatura criptográfica no cabeçalho |
| Sobrevive a encaminhamento | Não, o servidor muda no reenvio | Sim, a assinatura segue com a mensagem |
Veredito: o SPF autoriza servidores e o DKIM assina o conteúdo, e os dois juntos, coordenados pelo DMARC, formam o tripé completo de autenticação.
Exemplos de uso
- Uma clínica odontológica usa uma suíte corporativa para e-mails do dia a dia e uma plataforma de automação para campanhas. O registro SPF inclui os dois serviços, e as mensagens de ambos passam na verificação.
- Um e-commerce contrata um sistema de notas fiscais que dispara e-mails pelo domínio da loja. A equipe esquece de adicionar o include, e as notas começam a cair no spam dos clientes.
Erros comuns
- Criar dois registros SPF no mesmo domínio, o que invalida a verificação.
- Estourar o limite de 10 consultas DNS com includes desnecessários.
- Esquecer de atualizar o registro ao trocar de plataforma de envio.
- Usar
+all, que autoriza qualquer servidor e anula a proteção.
Perguntas frequentes sobre SPF
SPF sozinho garante que meus e-mails cheguem na caixa de entrada?
Não. O SPF é um dos requisitos de autenticação, e o filtro de spam também avalia reputação, engajamento e qualidade do conteúdo. Sem SPF a entrega piora bastante. Com SPF, DKIM e DMARC, você cumpre o requisito técnico e disputa a caixa pelos demais critérios.
Como verifico se o SPF do meu domínio está configurado?
Você pode consultar o registro TXT do domínio em qualquer verificador de DNS ou usar validadores de SPF gratuitos disponíveis na web. Outra forma prática é enviar um e-mail para uma conta sua no Gmail e inspecionar o cabeçalho original: a linha “spf=pass” confirma a verificação.
Preciso de SPF mesmo enviando por uma plataforma de e-mail marketing?
Sim. As plataformas enviam pelos servidores delas, o remetente exibido é o seu domínio, e os provedores verificam essa combinação. Cada plataforma documenta o trecho de SPF que você deve incluir no seu DNS. Sem isso, suas campanhas ficam mais sujeitas a bloqueios.