O que é CPV?
O CPV (Custo por Visualização), também chamado de Cost per View, é a métrica que mostra quanto você paga por cada visualização de um anúncio em vídeo. O CPV é o modelo de cobrança típico de campanhas de vídeo: você paga quando alguém assiste, e não quando o vídeo apenas aparece na tela.
O CPV depende inteiramente da definição de “visualização” de cada plataforma, e essa definição muda bastante. No YouTube, via Google Ads, uma visualização em formatos puláveis costuma ser contada quando a pessoa assiste a um trecho mínimo do vídeo ou interage com o anúncio. No Meta Ads e no TikTok Ads, existem contagens baseadas em poucos segundos de exibição. O mesmo vídeo pode gerar CPVs muito diferentes entre plataformas simplesmente porque cada uma conta de um jeito.
O CPV importa porque mede o custo da atenção. Uma campanha de vídeo com CPV de R$ 0,05 alcança muito mais gente pelo mesmo dinheiro que uma com CPV de R$ 0,40. O que o CPV não diz é se essa atenção era do público certo, e é aí que a métrica precisa de companhia.
Como calcular o CPV?
CPV = Investimento ÷ Visualizações
A fórmula divide o valor investido pelo número de visualizações contabilizadas.
Exemplo hipotético: uma campanha de vídeo investiu R$ 4.000 e registrou 80.000 visualizações.
CPV = R$ 4.000 ÷ 80.000 = R$ 0,05 por visualização.
A interpretação depende do objetivo e da definição de visualização usada. Se as 80.000 visualizações são de pessoas que assistiram poucos segundos, o custo por atenção real é maior do que o número sugere. Compare sempre CPV com métrica de retenção do vídeo: 20.000 visualizações completas a R$ 0,20 cada podem valer mais que 80.000 visualizações rasas a R$ 0,05.
CPV vs CPM vs CPC: qual a diferença?
| Métrica | O que mede | Quando usar |
|---|---|---|
| CPV | Custo por visualização de vídeo | Campanhas de vídeo e conteúdo em movimento |
| CPM | Custo por mil exibições do anúncio | Campanhas de alcance e reconhecimento de marca |
| CPC | Custo por clique no anúncio | Campanhas de tráfego para site ou landing page |
Veredito: no CPV você paga por atenção assistida, no CPM por exibição na tela, e no CPC pela ação de clicar.
Exemplos de uso
- Marca de cosméticos no YouTube: R$ 6.000 investidos geram 120.000 visualizações. CPV de R$ 0,05. A marca acompanha também quantas pessoas assistiram até o fim, para separar atenção real de exibição rápida.
- Escola de idiomas em vídeo curto: R$ 2.500 geram 25.000 visualizações. CPV de R$ 0,10. Como o vídeo termina com convite para agendar aula, a escola cruza CPV com CPL para saber se a atenção virou lead.
- Lançamento de aplicativo: dois criativos rodam com o mesmo orçamento de R$ 3.000. O primeiro tem CPV de R$ 0,04 e o segundo de R$ 0,09, com retenção bem maior no segundo. O criativo mais caro por visualização entrega mais atenção total.
Erros comuns
- Comparar CPV entre plataformas sem verificar como cada uma define visualização.
- Otimizar só pelo CPV mais baixo e alcançar público desinteressado que assiste por acidente.
- Ignorar a curva de retenção do vídeo, que mostra onde as pessoas param de assistir.
- Usar CPV como métrica de resultado em campanha de venda, quando CPA e ROAS respondem melhor.
- Esquecer que criativo, e não configuração de campanha, é o principal fator que move o CPV.
Perguntas frequentes sobre CPV
O que é um CPV bom?
O CPV varia por plataforma, formato, público e definição de visualização, então nenhum valor serve de referência universal. O CPV é bom quando entrega atenção qualificada dentro do orçamento previsto. Compare o CPV com o histórico das suas próprias campanhas e sempre junto com dados de retenção.
Qual a diferença entre CPV e CPM?
No CPV você paga por visualização, ou seja, quando alguém assiste ao vídeo segundo o critério da plataforma. No CPM você paga por mil exibições, mesmo que ninguém preste atenção. O CPV tende a ser usado em vídeo, e o CPM em campanhas de alcance com qualquer formato.
Como reduzir o CPV?
Você reduz o CPV melhorando o criativo, principalmente os primeiros segundos, que decidem se a pessoa continua assistindo. Segmentação mais precisa, testes de variações de vídeo e adequação do formato a cada plataforma também ajudam. Vídeos que prendem atenção tendem a ser entregues mais barato pelos algoritmos.