Fundamentos de Marketing

Break-even Point

Por Gustavo Bonato Abrão e Francis Trauer · Atualizado em 15 de julho de 2026

Definição

Break-even Point é o conceito financeiro que indica o volume de vendas em que a receita cobre exatamente todos os custos e despesas, usado para saber quanto uma empresa, produto ou campanha precisa vender antes de começar a dar lucro.

ClassificaçãoConceito
CategoriaFundamentos de Marketing
Também conhecido comoPonto de Equilíbrio · Break-even
NívelBásico

O que é break-even point?

Break-even point, também chamado de ponto de equilíbrio ou apenas break-even, é o momento em que a receita total de um negócio, produto ou projeto iguala a soma de todos os custos e despesas. Nesse ponto, a operação fecha em zero: nada de prejuízo, nada de lucro.

O conceito responde a uma das perguntas mais importantes de qualquer plano: quanto preciso vender para me pagar. Abaixo do break-even, cada mês consome caixa. Acima dele, cada venda adicional gera lucro, porque os custos fixos já foram cobertos.

No marketing, o break-even aparece em duas escalas. Na escala do negócio, define a meta mínima de vendas que as campanhas precisam sustentar. Na escala da campanha, indica quanto uma ação de marketing digital precisa retornar para cobrir o próprio investimento.

Como calcular o break-even point?

O cálculo usa três informações: custos fixos, preço de venda e custo variável por unidade.

Break-even (unidades) = Custos fixos ÷ (Preço de venda - Custo variável por unidade)

A diferença entre preço e custo variável é a margem de contribuição: quanto cada venda sobra para pagar os custos fixos.

Exemplo hipotético passo a passo: uma confeitaria tem custos fixos de R$ 12.000 por mês (aluguel, salários, energia). Cada bolo é vendido a R$ 150 e custa R$ 70 em ingredientes e embalagem. A margem de contribuição é R$ 150 - R$ 70 = R$ 80 por bolo. O break-even é R$ 12.000 ÷ R$ 80 = 150 bolos por mês.

Interpretação: até o bolo número 150, a confeitaria está pagando as contas. Do 151º em diante, cada bolo deixa R$ 80 de lucro. Se a meta é lucrar R$ 4.000, a conta é (12.000 + 4.000) ÷ 80 = 200 bolos.

Para negócios com muitos produtos, usa-se a versão em faturamento: custos fixos divididos pelo percentual médio da margem de contribuição.

Exemplos de uso

  • Uma agência lança um curso online com R$ 8.000 de custos de produção e mídia. Com preço de R$ 400 e custo variável de R$ 80 por aluno (taxas e comissões), o break-even é 8.000 ÷ 320 = 25 alunos. Exemplo hipotético.
  • Um e-commerce calcula o break-even de uma campanha: investiu R$ 5.000 em anúncios e lucra R$ 50 por pedido antes da mídia, então precisa de 100 pedidos vindos da campanha para empatar.
  • Uma startup projeta o break-even mensal no plano de negócios para saber quantos meses de caixa precisa até a operação se sustentar.

Erros comuns

  • Esquecer custos variáveis escondidos, como taxas de cartão, comissões, frete e impostos sobre a venda.
  • Misturar o pró-labore dos sócios fora da conta, inflando um “lucro” que só existe no papel.
  • Calcular o break-even uma vez e nunca revisar, mesmo com custos e preços mudando.
  • Tratar o break-even como meta final: empatar mantém as portas abertas, e a meta real vem da margem desejada acima dele.
  • Ignorar a capacidade produtiva: um break-even de 150 bolos não ajuda se a cozinha só produz 120.

Perguntas frequentes sobre break-even point

Qual a diferença entre break-even e ROI?

O break-even indica o volume de vendas em que a operação empata, sem lucro nem prejuízo. O ROI mede o retorno percentual sobre o que foi investido depois que os resultados chegam. Na prática, o break-even é a linha de partida do lucro, e o ROI mede o quanto se avançou além dela.

O break-even serve para avaliar campanhas de marketing?

Serve e é uma das aplicações mais úteis. Antes de investir, calcule quantas vendas a campanha precisa gerar para cobrir a mídia e os custos variáveis. Esse número vira o critério objetivo de avaliação: campanha abaixo do break-even destrói valor, campanha acima dele contribui para o lucro do negócio.

Custo fixo e custo variável: como diferenciar?

Custo fixo existe independentemente do volume de vendas: aluguel, salários, softwares e contabilidade. Custo variável cresce junto com as vendas: matéria-prima, embalagem, frete, comissões e taxas de pagamento. A separação correta é a base do cálculo do break-even; um custo classificado errado distorce todo o resultado.

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