O que é AMP?
AMP é um framework de código aberto lançado pelo Google em 2015 para acelerar o carregamento de páginas em dispositivos móveis. Também chamado de Accelerated Mobile Pages, o projeto define uma versão restrita de HTML, uma biblioteca JavaScript própria e um cache que serve as páginas a partir da infraestrutura do Google.
A proposta resolvia um problema concreto da época: sites de notícia pesados que demoravam dez segundos para abrir em conexões móveis lentas. O AMP conseguiu isso impondo limites, como proibir JavaScript de terceiros e exigir dimensões declaradas para imagens. O peso estratégico mudou em 2021: com a atualização de experiência de página, o Google removeu a exclusividade do AMP no carrossel Top Stories e passou a avaliar todos os sites pelos Core Web Vitals.
Como funciona na prática?
Uma implementação envolve três componentes:
- AMP HTML: uma versão restrita do HTML, com tags próprias como
amp-imgeamp-video, e proibição de scripts externos. - AMP JS: a biblioteca que gerencia o carregamento, priorizando o que aparece na tela.
- AMP Cache: uma rede que hospeda cópias das páginas e as serve de servidores do Google, o que explica a velocidade percebida e as URLs do tipo
google.com/amp.
O padrão de adoção mantém duas versões da página, a canônica e a AMP, ligadas por tags de referência cruzada. Manter esse par duplica o trabalho de desenvolvimento e explica por que muitos sites abandonaram o formato depois de 2021. O relatório de AMP no Google Search Console segue disponível para quem mantém o formato.
Exemplos de uso
- Portal de notícias regional: mantém AMP nas matérias porque a maior parte do tráfego orgânico vem de celulares em conexões instáveis, e a leitura simples se beneficia das restrições.
- E-commerce de moda: abandona o AMP depois de 2021 e investe na otimização direta do site principal, já que provador virtual e filtros exigem JavaScript que o formato limita.
Erros comuns
- Adotar AMP hoje esperando ganho de ranqueamento. O Google não usa o formato como fator de posição desde 2021.
- Servir conteúdo diferente na versão AMP e na canônica, o que gera inconsistência e pode ser lido como problema de qualidade.
- Esquecer as tags de canonical e amphtml que ligam as duas versões, criando duplicação.
- Manter páginas AMP abandonadas e desatualizadas, que continuam sendo servidas a parte dos visitantes.
- Tratar AMP como única saída para velocidade. Um site bem construído atinge boa performance sem restrição de framework, questão que pertence ao SEO técnico.
Perguntas frequentes sobre AMP
AMP ainda é fator de ranqueamento no Google?
Não. Desde 2021, o Google avalia experiência de página pelos Core Web Vitals e removeu a exigência de AMP para aparecer no carrossel Top Stories. Qualquer página rápida e adequada ao celular concorre em igualdade, independentemente de usar o formato.
Devo remover o AMP do meu site?
Depende do que ele entrega hoje. Se a versão AMP responde por parte relevante do tráfego e a manutenção é barata, mantê-la é razoável. Se ela duplica trabalho e o site principal já atinge boas métricas de velocidade, consolidar em uma única versão simplifica a operação.
AMP deixa o site realmente mais rápido?
O AMP acelera pelo conjunto de restrições e pelo cache do Google, que serve a página de um servidor próximo do usuário. O mesmo resultado é alcançável em um site comum com imagens otimizadas, CSS enxuto, cache configurado e pouco JavaScript de terceiros.