O que é WCAG?
WCAG, sigla de Web Content Accessibility Guidelines, também chamada em português de Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web, é o documento de referência mundial sobre acessibilidade em sites. As WCAG são publicadas pelo W3C, o consórcio que mantém os padrões da web.
O documento traduz um objetivo amplo em critérios que dá para verificar. Em vez de dizer “o site deve ser acessível”, ele especifica situações concretas: imagens precisam de alternativa em texto, vídeos precisam de legenda, todo recurso precisa funcionar pelo teclado.
As WCAG evoluem por versões: a 2.0 saiu em 2008, a 2.1 em 2018 e a 2.2 em 2023, cada uma acrescentando critérios sem invalidar os anteriores. No Brasil, o documento é a referência técnica que aparece em auditorias e em exigências de contrato.
Como funciona na prática?
As WCAG se apoiam em quatro princípios, resumidos pela sigla POUR em inglês. O conteúdo precisa ser perceptível, chegando aos sentidos de quem acessa. Precisa ser operável, funcionando por teclado e sem depender de tempo apertado. Precisa ser compreensível, com linguagem e comportamento previsíveis. E precisa ser robusto, funcionando em navegadores e tecnologias assistivas diferentes.
Dentro de cada princípio existem diretrizes, e dentro delas os critérios de sucesso, distribuídos em três níveis. O trabalho segue quatro passos: auditar o site contra os critérios do nível escolhido, listar as falhas, corrigir código e conteúdo, e validar com teste real de teclado e leitor de tela.
WCAG: o que muda entre os níveis A, AA e AAA?
| Nível | O que cobre | Exemplo de critério |
|---|---|---|
| A | Barreiras que impedem totalmente o uso | Imagem com texto alternativo |
| AA | Barreiras significativas para muitas pessoas | Contraste de 4,5:1 em texto normal |
| AAA | Exigências mais rigorosas, nem sempre aplicáveis | Contraste de 7:1 em texto normal |
Veredito: o nível AA é a meta adotada na maior parte dos projetos comerciais e a referência citada em legislações pelo mundo.
Exemplos de uso
- Uma prefeitura publica edital exigindo conformidade WCAG 2.1 nível AA no portal de serviços. A empresa contratada precisa comprovar isso na entrega.
- Um e-commerce ajusta o formulário de checkout para funcionar por teclado, atendendo ao critério de operabilidade, e passa a receber pedidos de clientes que não usam mouse.
Erros comuns
- Tratar as WCAG como lista para marcar no fim do projeto, quando corrigir sai mais caro do que planejar desde o começo.
- Confiar apenas em verificadores automáticos, que identificam parte dos critérios e não avaliam contexto.
- Buscar nível AAA no site inteiro sem necessidade, quando o AA já atende ao objetivo.
- Ignorar que cada nova página publicada no CMS pode reintroduzir problemas já resolvidos.
Perguntas frequentes sobre WCAG
WCAG é obrigatória no Brasil?
A lei brasileira exige acessibilidade em sites, e as WCAG são a referência técnica usada para demonstrar como atender a essa exigência. A Lei Brasileira de Inclusão trata da obrigação; o documento do W3C trata dos critérios. Editais públicos costumam citar diretamente a versão e o nível desejado.
Qual nível WCAG devo buscar no meu site?
O nível AA é a meta usual em projetos comerciais e o mais citado em contratos e legislações. Ele cobre as barreiras que afetam mais pessoas e permanece viável na prática. O nível AAA se aplica bem a trechos específicos de conteúdo, raramente ao site inteiro.
Qual a diferença entre WCAG e eMAG?
WCAG é o padrão internacional publicado pelo W3C, aplicável a qualquer site. eMAG é o Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico, criado no Brasil e voltado a sites do governo federal, construído com base nas WCAG e adaptado ao contexto da administração pública brasileira.