Marketing de Conteúdo

EGC (Employee Generated Content)

Por Gustavo Bonato Abrão e Francis Trauer · Atualizado em 15 de julho de 2026

Definição

EGC é o conteúdo gerado por funcionários, também chamado de Employee Generated Content, formado por posts, vídeos e bastidores publicados pelas próprias pessoas da empresa, usado para dar rosto humano à marca, ampliar alcance orgânico e atrair talentos e clientes.

ClassificaçãoConceito
CategoriaMarketing de Conteúdo
Também conhecido comoEmployee Generated Content · Conteúdo Gerado por Funcionários
NívelIntermediário

O que é EGC?

EGC, sigla de Employee Generated Content (em português, Conteúdo Gerado por Funcionários), é todo conteúdo sobre a empresa criado e publicado pelas pessoas que trabalham nela. Bastidores de projeto, opinião técnica, rotina de time e histórias de carreira entram nessa categoria.

O EGC funciona por um motivo simples: pessoas confiam mais em pessoas do que em logotipos. Um especialista falando do próprio ofício no LinkedIn soa diferente do perfil corporativo dizendo a mesma coisa. O alcance também muda, porque redes sociais tendem a distribuir melhor conteúdo de perfis pessoais do que de páginas de empresa.

Existe uma linha entre EGC e UGC. O UGC vem de clientes, que falam da experiência de uso. O EGC vem de dentro, e mostra como o trabalho acontece.

Como funciona na prática?

  1. Permissão clara: a empresa diz por escrito que as pessoas podem falar do trabalho e define o que é confidencial. Sem isso, ninguém publica.
  2. Diretrizes, não roteiro: você compartilha o tom de voz e os temas. Texto pronto para copiar mata a autenticidade e o público percebe.
  3. Apoio de produção: o marketing ajuda com edição e revisão para quem quer, sem obrigar ninguém.
  4. Temas de partida: perguntas simples destravam mais que briefings. O que você aprendeu no projeto do mês?
  5. Reconhecimento: a empresa curte, comenta e cita o conteúdo internamente. Programa sem reconhecimento morre em dois meses.

EGC vs UGC: qual a diferença?

AspectoEGCUGC
Quem criaFuncionáriosClientes e usuários
ÂnguloBastidor, expertise, culturaExperiência de uso
Risco principalVazamento, saída do funcionárioFalta de autorização de uso

Veredito: o EGC mostra a empresa por dentro pela voz de quem trabalha nela, e o UGC mostra a empresa por fora pela voz de quem compra.

Exemplos de uso

  • Consultoria de TI: incentiva engenheiros a publicarem soluções técnicas no LinkedIn. Os posts atraem candidatos qualificados e reduzem custo de recrutamento.
  • Loja física: vendedores gravam Reels apresentando novidades da semana. O alcance somado dos perfis pessoais supera o do perfil da loja.

Erros comuns

  • Entregar texto pronto para o funcionário copiar e colar, o que produz um mural artificial.
  • Transformar EGC em meta obrigatória de desempenho.
  • Não definir o que é informação confidencial, deixando o time inseguro.
  • Cobrar resultado de vendas de um formato que trabalha reputação e alcance.

Perguntas frequentes sobre EGC

Posso obrigar funcionários a publicar sobre a empresa?

Não é recomendável. Obrigação produz conteúdo mecânico, que o público identifica e ignora. Programas de EGC funcionam por adesão voluntária, com apoio de produção e reconhecimento interno. Quem quer participar produz melhor, e quem não quer não deve ser penalizado por isso.

O que acontece com o conteúdo quando o funcionário sai?

O conteúdo publicado em perfil pessoal pertence à pessoa e sai com ela. Esse é o custo natural do formato. Empresas que dependem só de EGC ficam expostas, por isso o conteúdo dos funcionários costuma complementar o conteúdo próprio da marca, sem substituí-lo.

EGC precisa de aprovação do marketing?

Depende do risco. Temas técnicos e de cultura funcionam bem com diretrizes e liberdade. Assuntos sensíveis, como dados de clientes e resultados financeiros, pedem revisão. O caminho comum é publicar uma política curta de o que pode e o que precisa de aval.

Termos relacionados

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