E-commerce

O que é marketplace? Entenda como funciona essa modalidade de e-commerce e como anunciar

Modelo de negócios surgiu em 2012 no Brasil e funciona como uma espécie de shopping center virtual presente nos principais domínios do país.

Por Nerdweb - Dia 03 de Dezembro de 2018 às 12:12

Se você tem uma loja virtual ou pretende ter, então precisa saber o que é marketplace e como essa modalidade de e-commerce pode ajudar a alavancar os seus negócios. No entanto, como qualquer outra metodologia de vendas, há pontos positivos e negativos a serem considerados.

No Brasil, esse modelo começou a surgir em 2012 e hoje praticamente todas as grandes lojas online oferecem essa possibilidade para outras lojas menores. Ano após ano, o número de oportunidades tem crescido e, com o aumento da população que faz compras online, aumentaram também as vendas dos pequenos comércios. Vamos aprender um pouco mais sobre marketplace?

A oportunidade de alcançar um público maior

Para compreender como um marketplace funciona, uma boa analogia é pensar em um shopping center. Quando uma loja está dentro de um shopping, a tendência é que ela receba um público maior do que se estivesse em certas ruas da cidade. Isso porque a aglomeração de lojas faz com que um número maior de pessoas se interesse em fazer todas as suas compras em um só lugar.

Além disso, é preciso levar em consideração que os shoppings investem em publicidade e propaganda em uma escala maior do que as lojas independentes. Dessa forma, as promoções têm maior repercussão e atraem mais pessoas, aumentando as chances de que o seu produto venda mais simplesmente por estar exposto para mais pessoas.

O marketplace funciona sob a mesma lógica, mas no mundo virtual. Grandes lojas como Amazon, Submarino, Americanas, Ponto Frio, Magazine Luíza e outras têm o seu público online consolidado e recebem grandes quantidades de tráfego todos os dias. No entanto, eles não trabalham com certos produtos e é justamente aí que aparecem as oportunidades.

No marketplace, é como se a sua loja estivesse dentro de uma grande loja. Assim, o consumidor que acessar a Americanas, por exemplo, pode visualizar os seus produtos. Pela exposição maior, os lojistas pagam uma taxa fixa e uma comissão sobre os itens vendidos. No entanto, grandes são as chances de que eles aumentem o volume de vendas. A responsabilidade sobre a entrega permanece sendo do afiliado.

Um modelo com vantagens e desvantagens

Vantagens do marketplace

Há vantagens e desvantagens nesse modelo de negócio. O benefício mais evidente é a maior exposição. A quantidade de pessoas que acessa o site da Americanas, por exemplo, é muito maior do que o número de pessoas que visita uma loja virtual de menor porte. Por essa razão, as chances de expor o seu produto a mais usuários potencializam as possibilidades de aumentar o volume de vendas.

Outra vantagem é a possibilidade de tirar proveito dos investimentos em publicidade feitos pelos grandes players do mercado. Cada vez que a marca da loja aparece, é como se fosse um anúncio seu, pois no final das contas o usuário chegará à mesma loja virtual na qual pode comprar os seus produtos. Essas grandes lojas contam com tecnologias de tracking e remarketing que geram muitas informações sobre os consumidores – e você pode tirar proveito disso.

Por fim, pelo simples fato de estar indexado em sites com SEO muito forte, são grandes as chances de que o seu próprio domínio também ganhe um reforço nos mecanismos de busca. Em outras palavras, há muitas formas de sair ganhando quando o assunto é vender por intermédio de um marketplace.

Desvantagens do marketplace

Porém, há também desvantagens, que devem ser pesadas antes de tomar a decisão de vender nas grandes lojas. Em alguns casos, é possível que se crie uma dependência, com boa parte do seu faturamento vindo de uma grande loja. Isso pode ser arriscado, especialmente se a loja em questão decidir mudar as regras do jogo a qualquer momento. Você não terá controle sobre isso e pode acabar se dando mal da noite para o dia.

Há ainda a questão óbvia dos custos maiores. Para estar no marketplace, pode ser que sua loja tenha que pagar um valor fixo mensal – o que representa um gasto extra que, caso não haja um volume de vendas satisfatório, pode não ser coberto.

Outras lojas trabalham ainda com comissão sobre as vendas. Nesse caso, é preciso considerar um aumento no valor dos itens. Isso pode resultar em margens de lucro menores. A solução é aumentar os preços, mas nesse caso é preciso observar um limiar de segurança de forma que você continue sendo competitivo no mercado.

Vale a pena apostar nessa ideia?

Sem dúvidas, o modelo de marketplace é algo que veio para ficar no mercado brasileiro. Afirmar que se trata de um bom negócio depende de uma análise mais detalhada de cada caso. Em linhas gerais, a maioria das lojas que adotam esse modelo de negócios têm percebido bons resultados, mas é preciso observar com atenção os detalhes contratuais que cada grande varejista oferece.

Não criar uma dependência de uma grande loja e tomar o cuidado para não deixar a sua marca “morrer” aos olhos do consumidor são detalhes cruciais. Mesmo estando dentro de outra grande loja e desfrutando dos benefícios de publicidade e propaganda que elas proporcionam você não deve descuidar da divulgação da sua própria marca. Entenda o marketplace como mais um canal de vendas. Caso contrário, você passa a ser apenas mais um fornecedor para uma loja já consolidada.

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