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Vai ser ainda mais difícil monetizar vídeos no YouTube. Entenda o porquê!

Novas regras de monetização do YouTube passam a valer a partir do dia 20 de Fevereiro, após polêmicas nos últimos meses.

Por Vinicius Souza - Dia 18 de Janeiro de 2018 às 13:01

4.000 horas de vídeos assistidos durante o último ano e mais de 1.000 inscritos. Essas são as novas regras de monetização do YouTube, valendo a partir do dia 20 de fevereiro deste ano. Até então, para gerar lucro com um vídeo, bastava apenas que ele tivesse mais de 10.000 visualizações.

Segundo o YouTube, as novas práticas visam aumentar a qualidade do conteúdo produzido e diminuir a capacidade de lucro de canais com vídeos considerados impróprios.

Pressão externa e maior responsabilidade

A decisão do YouTube chega em um momento conturbado, em que as marcas e a comunidade online cobram maior responsabilidade das mídias sociais sobre o conteúdo publicado pelos seus usuários. Um exemplo recente foi a medida do Facebook de priorizar os amigos e familiares no feed de notícias em detrimento das páginas, como nós já comentamos aqui no blog.

Entre as últimas polêmicas do YouTube, a mais conhecida foi a do vlogger Logan Paul, que publicou um vídeo mostrando um cadáver de suicida em uma floresta japonesa no último dia 31 de dezembro. A chuva de críticas tanto sobre o canal quanto na plataforma forçou uma rara declaração oficial do YouTube, que puniu o canal com um strike, capaz de diminuir ou até congelar a margem de lucro da conta. Canais com 3 strikes são excluídos.

E, em 2017, a pressão dos anunciantes por aparecerem em vídeos extremistas se tornou um dos maiores problemas do site. Algumas marcas chegaram a pausar o investimento e forçaram o YouTube a aumentar a vigilância contra vídeos considerados inapropriados pela política de utilização do site.

A corrida por views e o algoritmo

Sabe-se que, em busca de aumentar a quantidade de views e inscritos, alguns dos vlogs mais populares do YouTube usam práticas de clickbait, com títulos e thumbnails que apelam para a curiosidade das pessoas. Mas muitos desses vídeos são voltados para o público infantil, proliferando-se a partir do algoritmo do site que prioriza vídeos relacionados com muitos cliques.

Mas será que com a mudança na forma de monetização é possível que as coisas melhorem? Ou a busca pela quantidade mínima de inscritos pode piorar a situação? Ainda não é possível afirmar, mas é certo que as novas práticas impactam e muito os pequenos criadores ou quem pretende virar youtuber nos próximos meses.

Fonte(s): Youtube Creator’s Blog

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